Querido Diário,
Adivinha onde estou. Estou onde todos os criminosos deviam estar e eu sem culpa do que me anda a acontecer tenho que estar aqui. Não estás a perceber onde estou? Estou presa, e só te pude trazer a ti, o meu manto azul e os diários do avô. Foram revistar todas as casa da aldeia, e no meu quarto viram os arranhões, os pelos e as correntes, todos acham que os meus pais me estavam a tentar esconder e eles coitados nem sabiam de nada. Amanhã vou a julgamento para verem o que me vai acontecer, vou ter que estar aqui trancada para eles verem todas as fazes da minha mudança e para eu não agredir ninguém, todo o povo vai estar lá a olhar para mim com olhos de quem me quer matar, mas eu não tenho culpa, não tenho culpa de ser assim, eu nem me lembro de me transformar.
21.10.2012
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